Transtorno de acumulação: caracterização da abordagem dos casos realizada pela Gerência de Zoonoses da Regional Nordeste de Belo Horizonte – MG.
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Resumo
O Transtorno de Acumulação (TA), foi definido em 2013 como uma psicopatia pelo Manual de diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (EUA). Indivíduos portadores de TA são reconhecidos por reunir excessivamente objetos, plantas ou animais de forma desordenada e desorganizada. Geralmente vivem em locais com déficit de higiene, de autocuidado do corpo e do ambiente habitacional interferindo na sua qualidade de vida, de sua família e da comunidade onde vive. As condições ambientais nesses lugares predispõem um potencial risco para proliferação de hospedeiros e vetores de endemias, presença de animais peçonhentos, roedores, e mau cheiro. Embora exista toda uma problemática associada ao TA, ainda há um déficit sobre prevenção, diagnóstico e tratamento desses casos no Brasil. Também não existe um protocolo padronizado com os cuidados específicos aos portadores dessa psicopatia pelo SUS, e há pouco desenvolvimento de estudos e guias destinados a capacitar profissionais do serviço público para atendimento dos casos. Dessa forma, esse estudo objetivou caracterizar e relatar casos de TA, apresentando abordagens integradas para
identificação e classificação desses casos, vivenciadas no acompanhamento desenvolvido pela Gerência de Zoonoses da Regional Nordeste (GERZO-NE) de Belo Horizonte. No total foram identificados 60 casos de TA na regional NE, sendo a maioria (n= 56) acumuladores de materiais. O vínculo desenvolvido mediante o acompanhamento dos Agentes de Combate à Endemias (ACEs) na regional NE, foi evidenciado como fundamental no manejo e controle dos casos, sendo muitas vezes o responsável por desfechos exitosos. As abordagens integradas e desenvolvidas por uma equipe multiprofissional também contribuíram para a aplicação de intervenções individualizadas. É nítido a importância de se dar visibilidade a esse tema dentro dos serviços de saúde e promover o conhecimento a nível comunitário. Comunidade consciente é capaz de identificar os casos e comunicar nas unidades de saúde, além de prevenir casos futuros entre os familiares.
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