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- Material publicado e editado pela ESP-MG.
Submissões Recentes
Os impactos do Transtorno do Espectro do Autismo na família e a potencialização de uma rede de apoio.
(ESP-MG, 2022) Campos, Karin Mara de; Dantas, Natália Freitas
Este estudo busca compreender as implicações que o Transtorno do Espectro do Autismo traz à rotina de crianças e suas famílias, e como uma rede de apoio de base territorial pode contribuir para fortalecê-las. O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento, de início precoce, com necessidades de suporte e ajustes variáveis, ao longo do processo terapêutico. Entende-se que a família, sendo o principal vínculo social da criança, é atravessada pelos impactos do autismo, necessitando também de cuidados. Uma vez que família e criança se afetam mutuamente, a fortificação de uma rede de apoio, através da Atenção Primária em Saúde, mostra-se apropriada para contribuir com um melhor desenvolvimento da criança e com a qualidade de vida, dela e de sua família. Propõe-se aqui um projeto de intervenção que visa a construção compartilhada do cuidado ao autismo. Trata-se de um grupo de apoio destinado a mães e familiares de crianças com autismo, residentes na regional Icaivera/Betim. Espera-se que esse espaço oportunize a socialização de experiências entre as famílias, com suporte aos desafios e valorização das potencialidades, contribuindo para a ampliação do cuidado em
saúde e da cidadania dessas famílias.
O resgate da humanização: o colegiado gestor como espaço para construção de uma ambiência acolhedora.
(ESP-MG, 2022) Lopes, Júlia Guimarães; Lara, Ana Paula Martins
A Humanização em saúde é uma política no SUS desde 2004, quando suas discussões, antes setorizadas, passaram a configurar um modo de fazer transversal, a ser implementado em todos os cenários de prática e gestão do sistema. Uma de suas diretrizes é a gestão compartilhada, sendo o Colegiado Gestor um de seus instrumentos, no qual representantes de profissionais e gestores podem discutir propostas, elaborar planos de ação e executá-los, de modo que “planeja quem executa”. Este trabalho tem como objeto a proposição de um projeto de intervenção que possibilite a transformação do Colegiado gestor de um centro de saúde em um espaço de encontro de saberes, iniciando pela discussão da ambiência deste centro de saúde, seguindo premissas da Humanização e da Educação Permanente em Saúde. Foi realizada uma busca por artigos e documentos com vistas a formar o referencial teórico que possibilitou a elaboração do Projeto de Intervenção. Para o seu desenvolvimento, foram utilizadas estratégias metodológicas, como, por exemplo, a Roda de Conversa e a Atividade Passeio, com o intuito de ampliar os olhares e possibilitar o compartilhamento de impressões, e por último a elaboração de um Plano de Ação. Espera-se com a implementação do projeto que o Colegiado gestor da unidade possa vislumbrar novos rumos e novas formas de fazer saúde e fazer gestão, proporcionando ainda uma melhoria da ambiência da unidade, tornandoa mais acolhedora para profissionais e usuários.
Repensando o acompanhamento psicossocial dos atingidos pela Barragem de Fundão em Mariana, Minas Gerais: a Educação Permanente em Saúde como estratégia para a reestruturação Clínico Institucional do “Conviver”.
(ESP-MG, 2022) Moraes, Janaína Ivanilda de
Em 5 de novembro de 2015, a Barragem de Fundão da mineradora Samarco/SA, se rompeu e atingiu o município de Mariana (MG). A lama de rejeitos de minério percorreu ao longo do Rio Gualaxo, atingiu o Rio Doce e desaguou no litoral do Espírito Santo. O maior desastre ambiental do país afetou ecossistemas e a vida de milhares de pessoas. Em meio aos danos causados, a saúde mental das pessoas atingidas sofre diversos impactos, fazendo com que sejam elaboradas respostas a partir das políticas públicas municipais. Como resposta, foi elaborado um Plano de Ação da Saúde Mental, em Mariana, que efetivou a criação de uma equipe específica responsável pelo acompanhamento em Saúde Mental das populações atingidas que sofreram deslocamento forçado dos distritos atingidos para a Sede urbana do município. A Equipe Conviver iniciou suas atividades em janeiro de 2016 e, desde então, presta acompanhamento em Saúde Mental à população atingida. Devido ao ineditismo do trabalho desenvolvido e ao contexto instável vivenciado pela população atingida, o trabalho da Equipe Conviver deve ser constantemente repensado, a fim de adaptar às necessidades do contexto vivenciado. Com a previsão de reassentamento das famílias atingidas, modificando novamente seus territórios e em decorrência das mudanças provocadas pela Pandemia de Covid- 19, foi constatada a necessidade de atualização da estruturação clínico institucional do Conviver. O presente trabalho tem como objetivo apresentar uma proposta participativa de reestruturação e atualização do projeto clínico institucional do Conviver a partir dos pressupostos da Educação Permanente em Saúde. Baseado no modelo das Oficinas em dinâmicas de Grupo, o projeto de intervenção conta com sete encontros, com o uso de técnicas com o objetivo de favorecer a reflexão e sistematização das ações do Conviver. Espera-se, por meio da construção coletiva dos profissionais em seu campo de trabalho, estabelecer um espaço constante de trocas e construção de saberes.
Projeto Saúde em Rede no município de Cláudio - Minas Gerais: um relato de experiência
(ESP-MG, 2022) Cleonice Ferreira Rabelo
O Saúde em Rede é um projeto da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, cuja implementação no município de Cláudio se deu pela realização de 17 oficinas em uma unidade básica de saúde (UBS). As oficinas, realizadas no horário de trabalho, contou com a participação dos trabalhadores da UBS e a mediação de dois tutores. O monitoramento da implementação do Projeto se deu pelo acompanhamento do Plano de Ação da UBS e pela avaliação dos macro e microprocessos da APS previamente definidos. Nesse contexto, este estudo objetivou relatar as contribuições da implementação do Projeto Saúde em Rede para a (re)organização de processos de trabalho em uma UBS do município de Cláudio - Minas Gerais. Entre os resultados obtidos com a implementação do Projeto, estão: a atualização do cadastro das famílias, dos mapas inteligentes e da classificação de risco das famílias; a implementação de estratégias para aumento da cobertura vacinal e de organização da sala de vacina, entre outros. A reflexão e a discussão sobre os processos de trabalho da APS trouxeram para a equipe uma melhor organização do atendimento aos usuários, a intensificação da busca ativa no território e melhor planejamento das ações, em sintonia com as necessidades de saúde da população. O Projeto retomou a discussão e a organização de processos de trabalho gerais da APS e alguns específicos das linhas de cuidado materno-infantil e de hipertensão e diabetes. Conclui-se que o Projeto Saúde em
Rede reforçou o papel da APS como coordenadora do cuidado e ordenadora das redes de atenção. É preciso valorizar projetos e buscar políticas públicas que fomentem estes processos de Educação Permanente em Saúde, possibilitando espaços protegidos para a discussão do trabalho e mudanças na qualidade das ações ofertadas.
Nada será como antes: invenções cotidianas para o cuidado em liberdade nas redes de atenção psicossocial
(ESP-MG, 2024) Faria, Alessandra Rios de; Machado, Ana Regina; Ribeiro, Gustavo Dias; Pereira, Jamile Alves; Morelo, Luzmarina; Moraes, Priscila Rayane Lopes; Gontijo, Suzana de Almeida; (organizadores)
Este livro reúne um conjunto de textos sobre o cuidado em liberdade em saúde mental que tem sido sustentado nas Redes de Atenção Psicossocial de diferentes municípios e regiões de Minas Gerais. Está dividido em seções que privilegiam ora a formação, ora a gestão, ora o cuidado e a clínica. Tem como autoras e autores: trabalhadores e trabalhadoras, ex-alunos e ex-alunas da Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais, militantes antimanicomiais, usuárias dos serviços de saúde mental, docentes, supervisores e supervisoras, pesquisadores e pesquisadoras que partilham princípios que fundamentam práticas no campo da atenção psicossocial no Sistema Único de Saúde. A diversidade, a simplicidade, a força, a solidariedade, o acolhimento, a resistência, a coragem e o protagonismo, muitas vezes associados à Minas Gerais, estão presentes nas práticas de saúde mental e também nos diferentes textos que compõem este livro. Buscamos inspiração nas canções de Milton Nascimento e seus parceiros para organizálos em diferentes seções e também para nomear o livro. A arte – aqui representada pelas canções que nos inspiraram – foi fundamental para seguirmos trabalhando, cuidando e criando em contextos adversos. Uma parte do que fizemos está registrada neste livro. Compartilhamos aqui percursos, construções, experiências e elaborações sobre o cuidado e a cidadania das pessoas com sofrimento mental e com problemas associados ao consumo de drogas. Sabemos que permanecem em disputa, mas, sobretudo, expressam possibilidades de atenção em saúde mental que nos permitem afirmar que “nada será como antes”. Os manicômios não nos servem. A liberdade é o que nos orienta. Seguimos com nossas práticas e invenções cotidianas nos territórios em que atuamos. Desejamos uma boa leitura! Comissão Organizadora do Livro