Auriculoterapia como estratégia de promoção da saúde no sistema prisional: uma proposta de intervenção.
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ESP-MG
Resumo
O sistema prisional brasileiro enfrenta desafios históricos na garantia do direito à saúde, especialmente no que se refere à saúde mental das pessoas privadas de liberdade (PPLs). A medicalização do sofrimento psíquico, com a prescrição recorrente de psicofármacos para queixas como ansiedade, insônia e estresse, tem se consolidado como prática frequente, o que pode contribuir para a iatrogenia1 e o risco de dependência química. Este trabalho apresenta uma proposta de intervenção para implementação da auriculoterapia como estratégia complementar e alternativa voltada à promoção da saúde e à ampliação do repertório terapêutico no sistema prisional. A auriculoterapia, técnica derivada da Medicina Tradicional Chinesa e reconhecida pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde, conta com evidências científicas de eficácia no manejo de sintomas de ansiedade, melhora da qualidade do sono e regulação emocional em populações gerais. Contudo, ressalta-se que a maioria desses estudos não foi realizada com pessoas privadas de liberdade, sendo necessária a validação empírica dos efeitos nesse contexto específico. Trata-se de uma proposta de intervenção baseada em textos da literatura científica sobre auriculoterapia e em análise documental de normativas governamentais relacionadas à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade (PNAISP) e à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). O objetivo é oferecer um plano estruturado e tecnicamente fundamentado que possa, futuramente, ser submetido à implantação, avaliação e monitoramento.
Descrição
Projeto de Intervenção