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Nada será como antes: invenções cotidianas para o cuidado em liberdade nas redes de atenção psicossocial
(ESP-MG, 2024) Faria, Alessandra Rios de; Machado, Ana Regina; Ribeiro, Gustavo Dias; Pereira, Jamile Alves; Morelo, Luzmarina; Moraes, Priscila Rayane Lopes; Gontijo, Suzana de Almeida; (organizadores)
Este livro reúne um conjunto de textos sobre o cuidado em liberdade em saúde mental que tem sido sustentado nas Redes de Atenção Psicossocial de diferentes municípios e regiões de Minas Gerais. Está dividido em seções que privilegiam ora a formação, ora a gestão, ora o cuidado e a clínica. Tem como autoras e autores: trabalhadores e trabalhadoras, ex-alunos e ex-alunas da Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais, militantes antimanicomiais, usuárias dos serviços de saúde mental, docentes, supervisores e supervisoras, pesquisadores e pesquisadoras que partilham princípios que fundamentam práticas no campo da atenção psicossocial no Sistema Único de Saúde. A diversidade, a simplicidade, a força, a solidariedade, o acolhimento, a resistência, a coragem e o protagonismo, muitas vezes associados à Minas Gerais, estão presentes nas práticas de saúde mental e também nos diferentes textos que compõem este livro. Buscamos inspiração nas canções de Milton Nascimento e seus parceiros para organizálos em diferentes seções e também para nomear o livro. A arte – aqui representada pelas canções que nos inspiraram – foi fundamental para seguirmos trabalhando, cuidando e criando em contextos adversos. Uma parte do que fizemos está registrada neste livro. Compartilhamos aqui percursos, construções, experiências e elaborações sobre o cuidado e a cidadania das pessoas com sofrimento mental e com problemas associados ao consumo de drogas. Sabemos que permanecem em disputa, mas, sobretudo, expressam possibilidades de atenção em saúde mental que nos permitem afirmar que “nada será como antes”. Os manicômios não nos servem. A liberdade é o que nos orienta. Seguimos com nossas práticas e invenções cotidianas nos territórios em que atuamos. Desejamos uma boa leitura! Comissão Organizadora do Livro
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Gravidez na adolescência: um estudo bibliográfico sobre as diretrizes e o cuidado humanizado na atuação da enfermagem
(ESP-MG, 2022) Silva, Cíntia Aparecida Costa e; Faria, Alessandra Rios de
A gravidez na adolescência se configura como uma questão de Saúde Pública, no Brasil e no mundo, e traz diversas repercussões para a adolescente e seu núcleo familiar. Neste sentido, há uma preocupação dos órgaos e entidades de saúde com esta temática que se expressa em diversas diretrizes que orientam e regulamentam as ações e estratégias de saúde para a gravidez na adolescência, tanto no acompanhamento quanto no e na construção de políticas públicas abrangentes que tratam desta questão. Promover humanização e assistencia adequada é papel dos profissionais da saúde dos estabelecimentos que atendem a este público. A enfermagem em específico, possui diversas funções, desempenhando papéis importantes na promoção, assistência e proteção da saúde e direitos das adolescentes. Os enfermeiros obstetras atuam em diversas etapas do ciclo gravidico-puerperal da adolescente e da familia. Capacitar estes profissionais e direcioná-los é a forma mais consistente e adequada de promover assistência humanizada de qualidade baseada na interlocução com os órgãos direcionadores da prestação do cuidado. Assim este trabalho foi construído a partir da revisão e leitura dos documentos produzidos pelos principais órgaos de saúde relacionadas a assistência da enfermagem à gestante adolescente e sua família.
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Trabalho em saúde e violência institucional: um ensaio sobre as angústias, dificuldades e possibilidades “Faz escuro, mas eu canto”.
(ESP-MG, 2022) Silva, Anne Karoline Borges; Soares, Amanda Nathale
Em meu dia-a-dia enquanto profissional de saúde, observo dificuldades das equipes em relação ao acolhimento de populações em situação de vulnerabilidade em geral, com a reprodução de violências no atendimento que são vistas como ações corriqueiras e inofensivas. Cenas recorrentes envolvem o silenciamento diante do racismo e da LGBTfobia, com descaso das demandas dessas e de outras populações. Este ensaio tem o objetivo de desvelar e discutir as situações vividas em meu cotidiano profissional e carrega algumas reflexões a respeito de como a violência institucional pode operar contra populações vulnerabilizadas no Sistema Único de Saúde. Para tal, após análise das cenas descritas, a discussão foi organizada em duas partes: 1. A culpabilização individual de populações vulnerabilizadas: “Todo mundo se organiza”. Ela também pode?, em que reflito sobre os limites do saber biomédico de trabalhadores e a importância dos determinantes sociais em saúde enquanto guias de nossa prática; e 2. Como pensar-fazer-cuidar diferente no campo de gênero, sexualidade e saúde, a partir das diversidades?, no qual trago discussões sobre a violência institucional no campo de gênero, sexualidade e saúde. Alguns dos importantes desafios que se impõem são a violência estrutural, a colonização dos saberes, a desvalorização de profissionais de saúde, a negligência dos determinantes sociais enquanto fatores condicionantes do processo saúde-doença, o desfinanciamento do SUS e os constantes ataques sofridos pela Saúde Pública. Possíveis mudanças perpassam articulações de gestão, processos educativos e políticos, que sejam capazes de descolonizar o nosso fazer em saúde.
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A experiência de implantação da Política Hospitalar estadual em Minas Gerais: percepções sobre Modos de Valorar Serviços e Trabalhadores (as) do SUS
(ESP-MG, 2022) Almeida, Ângela Cristina Alves de; Rabelo, Ana Renata Moura
Este trabalho tem como objetivo descrever a experiência de implantação da Política Hospitalar estadual em Minas Gerais, apresentando percepções sobre modos de valorar serviços e trabalhadores (as) do SUS. Para tal, utilizou-se embasamento teórico principalmente nos conceitos de Redes de Atenção à Saúde, Gestão Hospitalar e Educação Permanente em Saúde. Utilizou-se como metodologia relato de experiência a partir da análise de dados referentes à condução das oficinas territoriais que compuseram o processo de implementação da Política Hospitalar do Estado de Minas Gerais - Valora Minas, no período compreendido entre os meses de junho a outubro de 2021. Os dados foram obtidos por meio de consulta aos documentos do Sistema Eletrônico de Informações (SEI!), normativas publicadas (Deliberações aprovadas nas reuniões ordinárias da Comissão Intergestores Bipartite do Estado de Minas Gerais CIB-SUS/MG) disponíveis no site da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG), resgate de e-mails, materiais resultantes de reuniões via plataformas Zoom e Meet ou presenciais, mensagens do WhatsApp, recordações da vivência específica em viagem para condução da oficina de implantação da política na Macrorregião de Saúde Jequitinhonha e da participação nas oficinas de outras macrorregiões ocorridas no nível central da SES-MG. A experiência vivida através das oficinas é relatada especialmente em termos dos planejamentos realizados, ajustes de rotas e encontros produzidos. A realização dessa etapa de implantação do Valora Minas, constituiu um tempo de muito aprendizado e superação, com destaque positivo para a aproximação das equipes do nível central e regional, o que facilita bastante a compreensão das realidades presentes em cada esfera e auxilia na coesão das ações de saúde a serem implantadas nos territórios. Através das oficinas foi possível mensurar as diferenças em relação à vulnerabilidade assistencial hospitalar, diferenciando cada território, resultando numa melhor distribuição de recursos de acordo com as especialidades de média e alta complexidade, o que contribui para a diminuição dos vazios assistenciais. Os resultados demonstram ainda que a forma de condução da implantação da política atendeu em partes aos anseios dos (as) trabalhadores (as) da gestão estadual e ao mesmo tempo permitiu aproximação com os territórios ao ponto de considerar as necessidades locais. Todavia, aponta-se que é preciso investir institucionalmente na EPS e gestão participativa na SES-MG, fomentando a aptidão e habilidade de cada trabalhador para a execução das políticas públicas de saúde.
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Reabilitação psicossocial: desafios da atenção a usuários do CAPS AD
(ESP-MG, 2022) Monteiro, Ana Cláudia; Machado, Ana Regina
A busca pela qualidade de vida e autonomia de pessoas com transtornos por uso de substâncias é crescente. Desta forma, a reabilitação psicossocial apresenta-se como um conjunto de estratégias para o manejo dos prejuízos e aumento de potencialidades do usuário de álcool e outras drogas. Sendo assim, este ensaio objetivou investigar como a reabilitação psicossocial se insere no cuidado para usuários de álcool e drogas no Brasil. A partir da análise da literatura, foram abordados dois eixos temáticos: reabilitação psicossocial no Brasil e o papel da reabilitação psicossocial no cuidado de usuários de álcool e outras drogas. Identificou-se que a integração entre os serviços da rede de atenção psicossocial, como o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) é essencial nas práticas de reabilitação psicossocial. São apontadas críticas e possibilidades de tais serviços. O desafio de reformular a política de prevenção, tratamento e reabilitação numa lógica que permita a singularidade e a reinserção social dos indivíduos tem sido tema dos diversos estudos nessa área.