Repensando o acompanhamento psicossocial dos atingidos pela Barragem de Fundão em Mariana, Minas Gerais: a Educação Permanente em Saúde como estratégia para a reestruturação Clínico Institucional do “Conviver”.

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ESP-MG

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Em 5 de novembro de 2015, a Barragem de Fundão da mineradora Samarco/SA, se rompeu e atingiu o município de Mariana (MG). A lama de rejeitos de minério percorreu ao longo do Rio Gualaxo, atingiu o Rio Doce e desaguou no litoral do Espírito Santo. O maior desastre ambiental do país afetou ecossistemas e a vida de milhares de pessoas. Em meio aos danos causados, a saúde mental das pessoas atingidas sofre diversos impactos, fazendo com que sejam elaboradas respostas a partir das políticas públicas municipais. Como resposta, foi elaborado um Plano de Ação da Saúde Mental, em Mariana, que efetivou a criação de uma equipe específica responsável pelo acompanhamento em Saúde Mental das populações atingidas que sofreram deslocamento forçado dos distritos atingidos para a Sede urbana do município. A Equipe Conviver iniciou suas atividades em janeiro de 2016 e, desde então, presta acompanhamento em Saúde Mental à população atingida. Devido ao ineditismo do trabalho desenvolvido e ao contexto instável vivenciado pela população atingida, o trabalho da Equipe Conviver deve ser constantemente repensado, a fim de adaptar às necessidades do contexto vivenciado. Com a previsão de reassentamento das famílias atingidas, modificando novamente seus territórios e em decorrência das mudanças provocadas pela Pandemia de Covid- 19, foi constatada a necessidade de atualização da estruturação clínico institucional do Conviver. O presente trabalho tem como objetivo apresentar uma proposta participativa de reestruturação e atualização do projeto clínico institucional do Conviver a partir dos pressupostos da Educação Permanente em Saúde. Baseado no modelo das Oficinas em dinâmicas de Grupo, o projeto de intervenção conta com sete encontros, com o uso de técnicas com o objetivo de favorecer a reflexão e sistematização das ações do Conviver. Espera-se, por meio da construção coletiva dos profissionais em seu campo de trabalho, estabelecer um espaço constante de trocas e construção de saberes.

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