Caminhos para o cuidado em liberdade: experiências inventivas no território de Contagem.

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ESP-MG

Resumo

Este artigo aborda o tema da saúde mental e sua relação com a Atenção Primária destacando a importância da desinstitucionalização e do cuidado em liberdade no contexto da Reforma Psiquiátrica brasileira. O texto busca examinar a partir de relatos de experiências com foco em saúde mental, como a implementação de práticas psicossociais e o cuidado no território, por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do Munícipio de Contagem (MG), podem contribuir para um atendimento integral e humanizado das pessoas com sofrimento mental. O estudo faz uma breve revisão do histórico da política de saúde mental no mundo e no Brasil, discute conceitos essenciais a execução dessa política como: desinstitucionalização, Atenção Psicossocial, Tratamento em Liberdade e Territorialidade. Busca destacar os desafios e os avanços proporcionados pela Lei 180 italiana e sua influência na Lei 10.216/2000 brasileira e pela Constituição Federal de 1988, que propõem a desinstitucionalização dos manicômios e o cuidado em liberdade. A pesquisa também enfatiza as dificuldades enfrentadas pela Atenção Primária no atendimento às pessoas com transtornos mentais, como o estigma e as práticas coercitivas;- e a importância de garantir o acesso ao tratamento em todos os níveis da saúde, com foco na integralidade do cuidado. Por fim, o artigo faz inferências a partir do relato de experiências sobre a necessidade de integrar os cuidados no território e fortalecer a atuação das equipes da Atenção Primária como responsáveis pelo acompanhamento contínuo dos usuários, propondo uma visão mais ampla e humanizada para a saúde mental no Brasil.

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