Saúde Mental na Atenção Primária: qual o cuidado possível no território em municípios de pequeno porte?
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ESP-MG
Resumo
A saúde mental representa um dos maiores desafios enfrentados pela Atenção Primária à Saúde, especialmente em municípios de pequeno porte, onde os recursos humanos, financeiros e estruturais são limitados. Este artigo, por meio de um relato de experiência vivenciado em um município da Região Metropolitana de Belo Horizonte/MG, com aproximadamente 8.045 habitantes segundo o IBGE (2022), busca refletir sobre as dificuldades e possibilidades do cuidado em saúde mental no território. A ausência de serviços substitutivos, a fragilidade nas pactuações entre municípios e a escassez de trabalho em rede impactam diretamente a qualidade do cuidado prestado. A análise é complementada por uma breve revisão bibliográfica acerca da saúde mental na Atenção Básica, com ênfase no cuidado em liberdade e nas práticas territoriais. Destaca-se, ainda, o papel do controle social, especialmente por meio da V Conferência de Saúde Mental, como espaço fundamental para a construção coletiva de propostas, fortalecimento da participação popular e mobilização para a criação de novos dispositivos de cuidado no município.
Descrição
Relato de Experiência