A abordagem da gestão autônoma da medicação e suas possíveis contribuições para a autonomia dos usuários de serviços de Saúde Mental: uma experiência realizada no CAPS II do interior de Minas Gerais.

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ESP-MG

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O presente artigo apresenta o processo de implementação e as possíveis contribuições de um Grupo de Gestão Autônoma da Medicação implantado no CAPS II- Centro de Atenção Psicossocial de um município do interior de Minas Gerias. O texto faz uma discussão acerca do modelo de cuidado que vem sendo adotado no interior dos serviços substitutivos, ainda muito centrado no modelo biomédico e tecnicista. Aponta-se como possibilidade de mudança de paradigma a abordagem de cuidado proposto pela GAM, que se coloca como uma prática emancipatória, propondo mudanças nos processos de cuidado em saúde mental baseados nos princípios da cogestão e autonomia. Para coleta de dados, análise e produção deste relato considerou-se o período de implementação do grupo, de agosto de 2022 até fevereiro de 2023. A implementação desta prática é considerada um avanço, visto que foi possível observar, através dos relatos dos participantes, maior consciência do processo de adoecimento, bem como de informações sobre o tratamento, promovendo a horizontalidade das relações de cuidado, valorizando prioritariamente a experiência do sujeito consigo mesmo e com o uso de medicações psicotrópicas.

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