O acesso à saúde na prisão: limites à efetivação do cuidado Uma revisão narrativa sobre o cuidado em saúde entre vulnerabilidades, entraves e estruturas no contexto prisional.
| dc.contributor.advisor | d´Ávila, Luciana Souza | pt |
| dc.contributor.author | Engela, Maria Helena Trindade | |
| dc.date.accessioned | 2026-07-29T16:07:17Z | |
| dc.date.issued | 2026 | |
| dc.description | Monografia | pt |
| dc.description.abstract | Introdução: Este trabalho discute o acesso à saúde pelas pessoas privadas de liberdade no sistema prisional brasileiro, a partir do conceito ampliado de saúde e dos limites que atravessam esse contexto. Nesse cenário, fatores como superlotação, insegurança alimentar, fragilização de vínculos sociais, desarticulação da rede de atenção à saúde, barreiras institucionais e simbólicas configuram-se como elementos centrais na produção de iniquidades. Objetivo: Discutir de que modo o direito à saúde se expressa no cotidiano prisional, tendo em vista as contradições entre o que a legislação garante e o que a prática revela. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa de literatura, que incluiu diferentes tipos de documentos, como artigos científicos, dissertações, teses e a literatura cinzenta. Não foi estabelecido recorte temporal, considerando a escassez de estudos em determinados eixos temáticos. A busca foi realizada em bases de dados nacionais e internacionais, além da utilização da técnica de bola de neve para ampliação das fontes. Discussão: Evidenciou-se que, embora existam políticas públicas que reconheçam o direito à saúde da população privada de liberdade, sua implementação enfrenta entraves significativos. Desafios estruturais se somam e se sobrepõem e no ambiente prisional, produzindo efeitos de difíceis manejos. A atuação dos profissionais de saúde, compreendidos como burocratas de nível de rua, revela que a política é atravessada pela discricionariedade, pelas condições de trabalho e por valores e percepções que influenciam diretamente o cuidado. A promoção de saúde é pouco abordada, visto que o foco ainda é a assistência no modelo biomédico, contudo quando realizada, a educação em saúde por pares mostra-se mais eficaz. Além disso, o sistema prisional pode ser compreendido como um espaço de produção de “wicked problems”, nos quais múltiplos fatores interagem e dificultam soluções lineares, exigindo abordagens intersetoriais e contínuas. Considerações finais: A efetivação do direito à saúde no cárcere não depende apenas da formulação de políticas, mas de sua implementação concreta, da articulação entre setores e do reconhecimento das pessoas privadas de liberdade como sujeitos de direitos. Assim, o cuidado em saúde no sistema prisional deve ser pensado para além da assistência, incorporando práticas de promoção da saúde, fortalecimento de vínculos e enfrentamento das desigualdades que estruturam esse contexto. | |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.institucional.esp.mg.gov.br/handle/id/574 | |
| dc.language.iso | pt | |
| dc.publisher | ESP-MG | |
| dc.subject | Prisões, Direito à Saúde | pt |
| dc.subject | Política Públicas de Saúde | pt |
| dc.title | O acesso à saúde na prisão: limites à efetivação do cuidado Uma revisão narrativa sobre o cuidado em saúde entre vulnerabilidades, entraves e estruturas no contexto prisional. | |
| dc.type | Thesis |