Fitoterapia e cicatrização de feridas: o uso da Calendula officinalis L. e do Stryphnodendron adstringens (Mart. Coville).
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ESP-MG
Resumo
Desde os primórdios o homem utiliza as plantas para diversos fins: vestuário, alimentação, remédio. O Brasil, em especial, distingue- se pela diversidade biológica, com grande potencial farmacológico, dentre os quais se destaca o efeito de cicatrização. A aplicabilidade da fitoterapia para a cicatrização é relatada desde a antiguidade, quando o emprego de plantas e extratos vegetais eram na forma de cataplasmas. A Calendula officinalis L. e o Stryphnodendron adstringens Mart. Coville são exemplos e estão entre as plantas mais utilizadas para a cicatrização de feridas. Isso é confirmado em vários documentos oficiais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Organização Mundial de Saúde (OMS) e European Medicines Agency (EMA). Este trabalho é uma revisão integrativa de literatura, que tem como objetivo revisar as publicações científicas no que concerne ao uso da calêndula e do barbatimão na cicatrização de feridas. Foram pesquisadas as bases de dados eletrônicas Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO), encontrando ao final 6 artigos pertinentes para o estudo.
Os autores concordam quanto ao efeito positivo da calêndula e do barbatimão como cicatrizantes de feridas. Alguns enfatizam a importância de se estabelecer a concentração ideal dos extratos usados, no intuito de potencializar a ação cicatrizante, mas sem causarem dano ao paciente. Os resultados convergem com os compêndios oficiais, nacionais e internacionais. Ainda assim, são necessários mais investimentos e pesquisas acerca do assunto, a fim de fortalecer e disseminar o uso dos fitoterápicos tanto para a comunidade, quanto para os profissionais de saúde
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